O "tudo bem?" do fim do dia
O cônjuge neurotípico chega em casa e cumprimenta, "tudo bem?". O cônjuge autista, com literalidade preservada, responde literalmente: "tudo bem". Não pergunta de volta porque o enunciado não pediu pergunta; o subtexto convencional ("e contigo?") não foi explícito. O cônjuge neurotípico recebe a resposta como frieza. O cônjuge autista recebe a queixa subsequente como acusação injusta. Os dois estão certos no próprio idioma; o ruído é díade-dependente (Milton, 2012).