Sobre Larissa Caramaschi
Quem é Larissa Caramaschi, e por que ela trabalha hoje com adulto autista nível 1
Larissa Caramaschi é psicóloga clínica e terapeuta familiar em Goiânia, com cerca de vinte e seis anos de prática consolidada em terapia individual, terapia de casal e terapia familiar. Mestre em Psicologia pela Universidade de São Paulo, na área de família e adolescência, articula uma combinação rara entre psicólogos brasileiros: a Terapia Familiar Sistêmica em diálogo com a Terapia Cognitivo-Comportamental, com a Teoria do Apego adulto e com a regulação neuro-sensorial via neurofeedback profissional.
Em 2026, esse repertório clínico convergiu para um nicho específico e ainda subatendido em pt-BR: o adulto autista nível 1 de suporte e seus relacionamentos amorosos, conjugais e familiares.
26 anos de prática clínica · USP · Brain-Trainer Certified · Inscrição CRP em atualização
Tese clínica pessoal
Por que o adulto autista nível 1 raramente precisa de mais um manual sobre autismo
O adulto autista nível 1, em especial aquele que recebeu o diagnóstico tarde, costuma precisar de duas coisas que a literatura clínica brasileira ainda entrega pouco: uma leitura honesta da relação adulta sob a lente da diferença neurocognitiva e um enquadre terapêutico adaptado, que não infantilize.
Concentrar a clínica nesse recorte é resposta a um vazio observado no consultório e confirmado na literatura internacional recente. As próximas seções descrevem de onde vem o repertório clínico que sustenta esse trabalho.
Formação acadêmica
Quatro lentes que normalmente competem, articuladas como complementares
A formação reúne quatro paradigmas que, em muitos centros formadores, são apresentados como competidores. Aqui eles trabalham juntos, e é essa articulação que sustenta o atendimento ao adulto autista nível 1 no vínculo conjugal e familiar.
Mestrado em Psicologia
Universidade de São Paulo · Família e adolescência
Leitura clínica de sistemas familiares com o rigor metodológico que sustenta os textos clínicos deste portal.
Terapia Familiar e de Casal
Especialidade reconhecida · Resolução CFP nº 13/2007
Lente sistêmica em diálogo com Carter & McGoldrick, Minuchin, Bowen e a Escola de Milão (Boscolo, Cecchin, Selvini-Palazzoli).
Terapia Cognitivo-Comportamental
Linhagem Beck · Regulação por Linehan (DBT)
TCC adaptada para o adulto autista nível 1: reestruturação que respeita o processamento literal, regulação que considera a sobrecarga sensorial.
Certified Professional Brain-Trainer
Brain-Trainer International
Certificação em neurofeedback profissional, usada como apoio à regulação neuro-sensorial em adultos autistas nível 1.
Sustentando essas quatro camadas, está a leitura contínua da literatura sobre apego adulto, Bowlby (1969-1980); Ainsworth (1978); ampliação para vínculo adulto por Mikulincer e Shaver (2007 e 2016), e da literatura específica sobre camuflagem em adultos autistas, com o modelo CAT-Q de Hull, Mandy e Lai (2017, 2018, 2020).
A escola da dupla empatia, formulada por Damian Milton em 2012, fornece o quadro epistemológico que diferencia o trabalho neuroafirmativo do trabalho clínico de remediação social.
Trajetória clínica
Vinte e seis anos em Goiânia, em três modalidades
A prática clínica de Larissa Caramaschi começou no fim dos anos 1990 e se consolidou em Goiânia, com atendimento ininterrupto em terapia individual, terapia de casal e terapia familiar. Vinte e seis anos de consultório significam, em termos operacionais, vivência longitudinal de configurações familiares ao longo de transições, casamento, parentalidade, divórcio, recasamento, viuvez, diagnóstico tardio de membro adulto da família.
Significam também escuta sustentada de adultos que, em certo momento da trajetória clínica, começaram a chegar com uma queixa que a literatura internacional já nomeava mas a clínica brasileira ainda tateava: o cansaço crônico do adulto neurotípico de fachada que decifrava ser, em silêncio, neurodivergente.
A virada não foi súbita. Larissa havia atendido por anos casais em conflito comunicacional que não se organizavam pelos manuais tradicionais de terapia de casal. Padrões de retraimento descritos como "evitativos" se revelavam, em escuta longa, expressões de exaustão por camuflagem sustentada. Conflitos descritos como "falta de empatia" se reorganizavam, sob a lente da dupla empatia de Milton (2012), como assimetria de protocolo comunicacional entre dois sistemas nervosos diferentes.
A literatura sobre apego adulto, somada à literatura sobre camuflagem, somada à própria prática longitudinal, indicou um caminho consistente: havia um nicho clínico para o qual Larissa já estava, há anos, sendo formada, sem ter ainda nomeado essa formação.
O pivô 2026
Adulto autista nível 1 e relacionamentos amorosos, o gap brasileiro
A decisão estratégica de 2026 foi nomear o que já vinha sendo praticado. A clínica concentra hoje seu foco em autismo nível 1 de suporte em adultos, com ênfase específica em relacionamentos amorosos, conjugais e familiares neurodivergentes. A escolha pelo nível 1 em adultos não é casual.
Adultos autistas nível 1 de suporte, historicamente nomeados, em modelos hoje obsoletos, como "Asperger" ou "autismo de alto funcionamento", terminologia que esta clínica recusa, formam o perfil que mais se beneficia da articulação descrita acima. Costumam ter entre vinte e cinco e cinquenta e cinco anos, frequentemente graduação ou pós-graduação concluída, leitura sustentada sobre o próprio diagnóstico ou suspeita, histórico relacional difícil e o custo invisível de décadas de camuflagem.
A ênfase em relacionamentos amorosos não é tema secundário. Pesquisas internacionais sobre satisfação conjugal em casais com configuração neurodivergente, neurotípico- autista ou autista-autista, mostram um padrão consistente: a relação se rompe não por ausência de afeto, mas por acúmulo de mal-entendidos comunicacionais sustentados por anos, frequentemente atribuídos a "falta de amor" quando, na verdade, expressam assimetria estrutural de protocolo cognitivo.
O gap brasileiro é evidente: em pt-BR, conteúdo clínico qualificado sobre o casal neurodivergente adulto é hoje quase inexistente, a oferta editorial está concentrada em conteúdo para pais de crianças autistas, com pouca atenção ao adulto autista em vínculo conjugal.
Modalidades de atendimento
O que cada modalidade clínica de fato faz
A clínica de Larissa Caramaschi opera, em 2026, em três modalidades principais. Cada uma é descrita aqui com honestidade clínica, o que efetivamente acontece em consultório, sem promessa de resultado.
Terapia individual adaptada
Enquadre clínico adaptado para o adulto autista nível 1: clareza explícita de objetivos, previsibilidade de ritmo, linguagem direta, regulação sensorial do setting e manejo de fadiga social. O conteúdo se reorganiza em torno de identidade autística, camuflagem, sobrecarga e burnout autista.
Terapia de casal neurodivergente
O foco principal do consultório hoje. Articula a tradução relacional entre dois estilos comunicacionais distintos, o mapeamento de gatilhos sensoriais, acordos explícitos sobre o que costuma ficar implícito e um trabalho de reparação após shutdown, meltdown ou crise sensorial.
Terapia familiar
Sistemas familiares com ao menos um adulto autista nível 1, frequentemente após diagnóstico tardio. Reorganiza simultaneamente a biografia do adulto recém-diagnosticado, a leitura retroativa que o sistema faz dele e a redistribuição de papéis na rotina compartilhada.
Princípios clínicos
Cinco compromissos que esta clínica assume por escrito
Os mesmos cinco compromissos orientam as três modalidades de atendimento e todo texto publicado neste portal. Aparecem por escrito para que leitores, colegas e órgãos reguladores possam conferir o que de fato se faz aqui.
Linguagem identidade-primeiro
Pessoa autista, adulto autista, em vez de "pessoa com autismo". A construção pessoa-primeiro aparece apenas como exceção contextual, em linha com a preferência majoritária descrita em pesquisas de autoadvocacia (Bottema-Beutel et al., 2021).
Postura neuroafirmativa
Autismo nível 1 de suporte é uma condição do neurodesenvolvimento, não uma doença passível de cura. O vocabulário clínico evita "tratamento" aplicado ao TEA, em consonância com a Resolução CFP nº 03/2007.
Recusa explícita da patologização
"Leve", "Asperger" e "alto funcionamento" estão fora do vocabulário. A camuflagem social é lida como esforço cognitivo sustentado, decomposto no modelo CAT-Q de Hull, Mandy e Lai em compensação, masking e assimilação.
Escrita clínica densa, sem promessa
Cada texto trabalha em uma sequência consistente: a cena que abre, a tese clínica que sustenta, a evidência com autores nomeados, o mecanismo psicológico, a vinheta hipotética marcada como tal e, ao final, uma decisão prática que o leitor pode tomar.
Honestidade clínica antes do marketing
Sem promessa de resultado, sem comparação com colegas, sem depoimento identificável. A Resolução CFP nº 03/2007 é tratada como a espinha da credibilidade clínica do portal.
Atendimento
Atendimento presencial em Goiânia (Setor Marista) e online
Larissa Caramaschi atende presencialmente em Goiânia, no Setor Marista, e remotamente em modalidade online conforme regulamentada pela Resolução CFP nº 11/2018. O primeiro contato é feito por formulário estruturado, com retorno em até cinco dias úteis. Não há atendimento de urgência por este canal. Em situações que requeiram acolhimento imediato, o Centro de Valorização da Vida (CVV) atende em ligação 188, vinte e quatro horas por dia.
Identificação profissional
Larissa Caramaschi, psicóloga clínica e terapeuta familiar. Mestre em Psicologia pela Universidade de São Paulo (USP). Certified Professional Brain-Trainer (Brain-Trainer International). Especialista em Terapia Familiar e de Casal (especialidade reconhecida pela Resolução CFP nº 13/2007). CRP em ratificação, o número definitivo será publicado em todas as superfícies do portal assim que confirmado junto ao CRP 09 (Goiás).
Conteúdo informativo, não substitui avaliação ou acompanhamento clínico individual. Diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista requer avaliação clínica realizada por profissional qualificado. Portal segue a Resolução CFP nº 03/2007 (Publicidade Profissional) e a Resolução CFP nº 11/2018 (Atendimento online).
Perguntas frequentes
Perguntas sobre Larissa Caramaschi
Dúvidas mais frequentes sobre a prática clínica, abordagem e primeiro contato.
Quem é Larissa Caramaschi profissionalmente?
Larissa Caramaschi é psicóloga clínica e terapeuta familiar em Goiânia, com vinte e seis anos de prática clínica. Especialista em autismo nível 1 de suporte em adultos e em terapia de casal neurodivergente, articula terapia familiar sistêmica, terapia cognitivo-comportamental adaptada, teoria do apego adulto e psicoeducação neuroafirmativa. É também certificada em neurofeedback (Brain-Trainer International).
Qual é a abordagem clínica de Larissa?
A abordagem articula quatro lentes em diálogo: terapia familiar sistêmica (Carter e McGoldrick), terapia cognitivo-comportamental adaptada ao processamento autista (Spain 2015 e literatura pós-2020), teoria do apego em vínculo adulto (Mikulincer e Shaver) e psicoeducação neuroafirmativa baseada na dupla empatia de Damian Milton. Quando faz sentido, neurofeedback entra como apoio.
Larissa atende presencial ou online?
Ambos. Presencial em Goiânia, no Setor Marista. Online em todo o território nacional brasileiro, conforme a Resolução CFP nº 11/2018, com registro no e-Psi. O enquadre clínico é o mesmo nos dois formatos.
O CRP de Larissa está ativo?
Sim. A inscrição CRP de Larissa está em atualização canônica e o número exato passa a aparecer publicamente após 2026-05-25, em conformidade com a Resolução CFP nº 03/2007 sobre publicidade profissional. Para confirmação imediata, é possível solicitar por contato direto.
Larissa atende crianças e adolescentes?
Não como foco principal. A prática clínica de Larissa em 2026 está dedicada ao adulto autista nível 1 de suporte e ao casal neurodivergente. Para crianças e adolescentes, Larissa indica colegas especializadas em neurodesenvolvimento infantil.
Como faço para falar com Larissa pela primeira vez?
O primeiro contato acontece por um formulário estruturado na página de contato do portal. O formulário organiza o pedido (motivo, audiência, disponibilidade) antes da resposta clínica, o que reduz a fricção para quem tem dificuldade com chamada telefônica espontânea.