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Larissa Caramaschi

Sobre · Mídia e imprensa

Mídia e imprensa

Esta página é discreta de propósito. A presença pública qualificada, em jornalismo de saúde mental, em podcast, em coluna de revista, está sendo construída de forma gradual a partir de 2026, sem pressa e sem inflar o que existe. Aqui descrevo em que áreas eu comento, em que formatos prefiro trabalhar e que tipo de pauta fica fora do que faço. Quando matérias forem publicadas, elas aparecem listadas em ordem cronológica reversa nesta mesma página.

Áreas em que comento

Quatro territórios em que ofereço leitura clínica

Comento, primeiro, autismo nível 1 de suporte em adultos — diagnóstico tardio, vocabulário contemporâneo (com a recusa de Asperger, leve e alto funcionamento), camuflagem social, burnout autista a partir do trabalho de Dora Raymaker em 2020, sobrecarga sensorial sustentada e identidade autística adulta no Brasil de 2026. Em segundo lugar, relacionamentos amorosos no autismo adulto: casais neurodivergentes nas configurações neurotípico-autista e autista-autista, assimetria comunicacional como diferença de protocolo cognitivo (Damian Milton, 2012, sobre dupla empatia), descompasso sensorial no casal, redistribuição de responsabilidades depois de um diagnóstico tardio.

Em terceiro, diagnóstico tardio em mulheres, fenótipo feminino, custo da camuflagem (Laura Hull, William Mandy, Meng-Chuan Lai sobre o modelo CAT-Q), revisão biográfica depois do laudo (Sarah Bargiela e colegas), comorbidade internalizante antes do reconhecimento técnico, sofrimento psíquico acumulado. E em quarto, psicoterapia adaptada para o adulto autista, ajustes de enquadre, TCC adaptada em diálogo com Debbie Spain, Ailsa Russell e Will Mandy, recortes específicos de DBT e ACT, articulação entre sistêmica e apego adulto, postura neuroafirmativa.

Formatos preferidos

Como prefiro trabalhar com imprensa

A modalidade que costuma funcionar melhor é entrevista por e-mail. O texto escrito permite construir a resposta com cuidado, citar autor e ano corretamente e revisar antes do envio. Para reportagens em profundidade, faço entrevista por videoconferência gravada, com setting clínico mantido (luz, áudio, ambiente sem ruído competitivo). Em pauta com fechamento mais curto, recebo contato direto no e-mail de imprensa do portal e respondo conforme a janela permitir; tento sustentar prazo de cinco dias úteis para resposta escrita depois que a pauta é aceita, e janelas mais apertadas dependem do que estiver na agenda da semana.

Em vídeo curto para redes sociais comento pontualmente, quando o formato comporta a densidade mínima para que o tema não vire chamada vazia. Lives ao vivo, em geral, não. Reportagem direta em câmera com decupagem de minutos curtos, sim, dentro do mesmo enquadre clínico das outras modalidades.

Pautas fora do que faço

Quatro pautas que recebem recusa cordial

Não comento autismo infantil. A clínica e o portal são para adultos de dezoito anos para cima; criança e adolescente autistas têm necessidade clínica, instrumento de avaliação, marco legal e literatura distintos, e há colegas que fazem esse trabalho muito melhor. Para pauta de criança autista, recomendo contatar profissional com lente específica.

Não comento ABA. Análise do Comportamento Aplicada é abordagem que merece comentário de quem trabalha cotidianamente com ela, não é o meu caso, e prefiro não opinar de fora. Sem polêmica e sem julgamento; só falta de lugar de fala técnico.

Não comento cura de autismo. Autismo nível 1 não tem cura, não precisa de cura, e o quadro conceitual de cura está errado. Pauta que tenha esse enquadre como premissa não recebe comentário aqui, em consonância com a Resolução CFP nº 03/2007 e com a postura neuroafirmativa contemporânea. Aceito comentar criticamente a tendência, não endossá-la.

Não comento celebridades. Diagnóstico de pessoa pública, análise à distância do comportamento de famosos, especulação sobre quem é ou não é autista, nada disso é trabalho clínico, e diagnosticar pessoa que não está em consultório colide com o Código de Ética Profissional do Psicólogo. Se a pauta exige comentário sobre o efeito cultural de uma celebridade ter falado abertamente sobre autismo, aí sim; sobre a celebridade em si, não.

Contato para imprensa

Como acionar

O contato dedicado para imprensa é a página /contato/imprensa. Lá entra o formulário com pauta, prazo, veículo, formato desejado e tópico específico. Para janela apertada, vale também marcar o assunto do e-mail como pauta urgente, TEA adulto, para priorização. Sob solicitação, envio press kit com biografia curta em três tamanhos (75, 150 e 300 palavras), foto profissional em fundo neutro e ficha técnica com formação acadêmica, especialidade reconhecida pelo CFP, modalidades de atendimento e endereço profissional em Goiânia.

Conteúdo informativo, não substitui avaliação ou acompanhamento clínico individual. Diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista requer avaliação clínica realizada por profissional qualificado. Portal segue a Resolução CFP nº 03/2007 (Publicidade Profissional) e a Resolução CFP nº 11/2018 (Atendimento online).